terça-feira, 22 de abril de 2025

I, Tonya, de 2018

I, Tonya, de 2018, é um desses filmes que mostram como é possível fazer cinema nos tempos modernos. Tanta coisa sobre o estilo dele soa como algo muito do nosso tempo, e mesmo assim, a história consegue ser envolvente para todos os públicos. 

Claro, também foi muita sorte o longa de Craig Gillespie tratar de pessoas que nasceram para serem personagens de filmes. O nível com que conseguem ser abusivos, mentirosos, dissimulados é impressionante, e ainda assim, o filme não julga nenhum deles. Com uma fala da maravilhosa Allison Janney sobre o fato de ter odiado a própria mãe, as ações asquerosas de LaVona podem ser compreendidas, apesar de imperdoáveis.

Jeff, interpretado por Sebastian Stan, praticamente assume o protagonismo do filme durante uns 10 minutos ao mostrar a complexidade de um homem abusivo e totalmente inseguro. Fica bem claro que o ator se aprofundou no personagem, e ficamos com um gostinho de quero mais para entender toda a violência que rompe a imagem de bom moço de Jeff. 

E claro, temos Margot Robbie como Tonya Harding. Não conhecia essa história, mas Tonya parece ter virado a inimiga número 1 de todo o mundo quando sua então amiga, Nancy Harrigan, sofreu um ataque que foi resultado de um plano arquitetado por Jeff, desviado por Shawn (o guarda-costas, interpretado por Paul Walter Hauser, e a pessoa mais fascinante do filme), e com uma participação bem distante de Tonya.

Que Tonya não é inocente nessa história em específico, todo mundo já sabe. Mas infelizmente, a sua pena não foi proporcional ao tamanho de seu envolvimento do ataque, tendo sido banida do mundo da patinação (como ficou claro em uma cena brilhantemente interpretada por Margot).



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