Quando que eu podia imaginar que tudo iria de mal a pior? Sim, nós estamos vivendo uma pandemia que está matando cetenas de milhares ao redor do mundo, destruindo empregos e empresas, causando uma crise econômica que, com certeza, vai persistir por muito tempo e, além de tudo, arruinando a saúde mental das população (como se já tivesse boa antes disso!). No meio de tudo isso, um policial americano arranjou tempo para assassinar um cidadão negro da maneira mais cruel possível. As cenas estão aí pra quem quiser ver, mas só por algumas partes que apareceram nos jornais, eu decidi que era forte demais pra mim.
E então protestos agora entoam em todo o mundo gritando por justiça e o fim da supremacia branca. Uma dessas é um pouco mais difícil que outra... O que eu posso dizer? É uma situação muito trágica que está longe de ser um caso isolado. A pergunta é: após os protestos, será que alguma coisa vai mudar? Acredito que a resposta pra essa pergunta é dura demais para aceitar.
Eu vejo as pessoas comparando o que acontece atualmente com o que aconteceu durante a épica dos direitos civis, nos anos 60. Aquela foi uma época em que houve uma revolução negra ... pelo menos, uma mudança cultural. A partir da entrada dos afro descendentes nos campos do cinema e (PRINCIPALMENTE) na música, ficou meio claro que racismo é errado. O problema é que os negros continuaram sofrendo racismo. E agora? Pois é, não sei. Quando a opressão se torna mais subjetiva, fica ainda mais difícil saber onde combater. Por isso que as frases nos trends são tão irritantes. "MATE UM RACISTA" sim querido, você vai ter que primeiro esperar que ele mate um negro porque quem em sã consciência vai sair por ai dizendo "eu odeio negros"?
A diferença de atualmente para os anos 60 é que naquela época, o espirito era revolucionário, existia alguma esperança de que algo mudasse. Mas olha pra gente agora, 50 anos depois. Estamos velhos e já não sabemos nem mais pelo que realmente lutamos.
Alem das #'s e filtros, e memes porque claro, os influencers precisam se auto promover mesmo em situações como essa, ainda houve as velhas criticas: "são uns arruaceiros, destruindo propriedades e bla bla bla"... queridos, isso não é critica que se faça agora pelo amor de Deus.
Talvez a gente deixou pra assistir Faça a Coisa Certa tarde demais...
domingo, 31 de maio de 2020
domingo, 12 de abril de 2020
Atração Fatal
Pela primeira vez assisti Atração Fatal, filme que ficou conhecido por ter inspirado centenas de outros suspenses eróticos. Se bem que, em comparação com os seus filhotes, o conteúdo sexual desse é bem mais ameno. É um thriller muito bom, pra falar a verdade, que apresenta atuações maravilhosas de todo o elenco, incluindo a atriz mirim .Ellen Hamilton Latzen (que aparentemente abandonou a profissão) e de Anne Archer, como uma esposa mais do que compreensiva. Mas o duelo que nos faz fitar o olhos é entre Michael Douglas e a (sensacional) Glenn Close.
NOTA: 4,0
Ano de lançamento: 1987
Dirigido por: Adrian Lyne
Roteiro: James Dearden
Elenco: Michael Douglas, Glenn Close, Anne Archer, Ellen Latzen, Stuart Pankin, Ellen Foley, Fred Gwynne, Meg Mundy
sexta-feira, 27 de março de 2020
Só passando o tempo #2
Nessa quarentena qual é o meu passatempo preferido? Sim, misturar cenas de filmes com músicas que não são relacionadas de forma nenhuma. Porém, dessa vez decidi juntar o que, ao ver, é a melhor música do Elton John, com um dos meus filmes preferidos, Uma rua chamada pecado. Não existe uma relação direta entre os dois, porém, a música é sobre um homem que está beirando à um surto mental. E me pareceu conveniente, já que todos os personagens do filme têm um surto mental ao longo dele. E eu também estou um surto mental, então pareceu perfeito!
Eu já tive tanto medo da morte
que escolhi não mais viver
queria poder voltar no tempo
e me refazer
a criança que virou adulta cedo demais
e a alegria perdida ao longo dos anos
só resultam em um adulto apático
sem lar, sem medo e sem ânimo
Se eu morresse hoje e deixasse uma mensagem
seria: amem seus filhos
incondicionalmente
sem medo do que são ou possam ser
Por que a única coisa pior que um filho não confiar no pai
é o pai não confiar nele mesmo
E é nessa casa de mentiras e eterna desconfiança
que o telhado perde o abrigo
as paredes perdem a segurança
e a mãe perde o filho
Adeus, mãe...
que escolhi não mais viver
queria poder voltar no tempo
e me refazer
a criança que virou adulta cedo demais
e a alegria perdida ao longo dos anos
só resultam em um adulto apático
sem lar, sem medo e sem ânimo
Se eu morresse hoje e deixasse uma mensagem
seria: amem seus filhos
incondicionalmente
sem medo do que são ou possam ser
Por que a única coisa pior que um filho não confiar no pai
é o pai não confiar nele mesmo
E é nessa casa de mentiras e eterna desconfiança
que o telhado perde o abrigo
as paredes perdem a segurança
e a mãe perde o filho
Adeus, mãe...
domingo, 22 de março de 2020
Injustiça do Oscar #1 2016
OSCAR DE MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
Vencedor: "Writing's on the Wall", Sam Smith, Jimmy Napes
Sinceramente, por que? ôoo musiquinha sem graça viu (pior que o Sam Smith é todo sem graça mesmo), um dos piores temas do Bond (pior do que o da Madonna sim viu, irei defender Die Another Day até o fim). Bem que a da Lady Gaga podia ter vencido né? Se bem que eu também acho bem meia boca, mas pelo menos podiam ter dado finalmente um prêmio para a Diane Warren... Um dos piores anos dessa categoria sem dúvidas.
Só passando o tempo...
Só para passar o tempo nessa quarentena, resolvi criar um videozinho usando uma das melhores comédias românticas que já vi, "descalços no parque", com uma música da Taylor Swift que eu adoro, "Lover" (aliás, ao meu ver, a melhor música romântica da última década). É só porque eu josto mesmo desse tipo de vídeo: Abraços :)
sábado, 21 de março de 2020
há uma histeria?
CORONAVÍRUS
Talvez o nome mais insuportável do momento, que já cansou os ouvidos de todo mundo, mas que também sabemos que só vai piorar. Só perde pra outro nome... bolsonaro (os dois parecem estar competindo em tempo real pra saber quem causa mais repulsa quando pronunciados pelo bonner). O nosso queridíssimo presidente falou que tudo não passava de uma histeria, e, apesar de já ter dado meia volta nessa declaração (que surpresa!) isso me fez pensar um pouco sobre a cobertura da mídia sobre o coronavírus.
Não é um caso muito feliz.
Me lembro de estar na casa da vó, em janeiro desse ano. Finalzinho de um interminável mês e pré-estreia do meu mês de aniversário (fevereiro) e começou umas tal notícias de que havia um vírus circulando pela China, e que aparentemente, já tava de turismo pela Europa. Mas também lembro das informações serem bem confusas. Num minuto diziam que parecia uma gripe, não havia motivos para se preocupar e (a mais hilária) o nosso clima ia impedir o vírus de embarcar no brasil. Acho que o corona não gosta muito de se bronzear. No outro lado, principalmente pelas redes sociais, o numero de mortos, hospitais criados apenas para os pacientes,... quase uma lepra.
Aí o vírus esperou todo o mês de carnaval pra se espalhar. Olha que conveniência não é? E agora, o tom mudou completamente. E deixo claro ao leitor: não acho que seja uma histeria o modo como a mídia têm cobrido a pandemia. Mas sinceramente... acho algumas coisas um pouco ridículas. Enfatizar 1000 vezes que as pessoas não podem mais se abraçar, dá as mãos, criar novos tipos de cumprimentos, criar 50.000 regras pra quem for sair de casa... O meu problema é que isso é impossível. Isso coloca um pavor tão grande em cima da população (que já é facilmente impressionada) que fica impossível de viver. Ainda mais sob um regime de uma (justa!) quarentena. É de enlouquecer.
Mas eu sei o que o leitor está pensando. "É melhor prevenir do que remediar!" Mas a pergunta que eu quero fazer é: tem como remediar uma situação dessas? Sinceramente, eu tendo a pensar que esse pânico tá um pouco atrasado.
Mas também acho que o governo (pelo menos do Ceará, que é o único que eu posso falar sobre) têm tomado boas medidas em relação a isso. E acho também que o leitor deve tomar os cuidados necessários em relação a pandemia. Não sei se têm muito uma conclusão a ser tirada desse texto mas eu só quero dizer que têm muitas pessoas compartilhando textos dizendo "isso não são férias" mas quer saber... fodase, é sim. Então use esse tempo pra assistir os filmes que normalmente você não assiste, ler os livros que estão lá na estante... olha, saia um pouco dessa eterna atualização de dados do número de mortos, infectados, previsão de mortos (aliás, pra alguns o coronavirus até que sendo bom viu, pra obter visualizações em cima do terror) e se informe apenas do essencial.
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