O
Gandaia é uma boate que fica na linha tênue entre o pop mundial e o pop gay.
Algum pop não é gay? Quando eu fui na primeira vez, estava tocando MC
tal e sertanejo. Nada contra, mas tem algo na música que me faz recorrer do
mundo real. Então ir para um lugar para ouvir o que já está tocando 24 horas e
sete dias da semana em todo o Brasil é meio decepcionante.
O pop não é
assim. Eu não consigo deixar de intercalar a minha história com as possíveis outras
vivências que habitam o Gandaia. Mas é impossível não notar a ironia que é ir a
um lugar para dançar músicas que, na sua infância ou adolescência, te causavam
vergonha ou era motivo de chacota. “Música de gay”, para não usar outros termos
mais ofensivos que já ouvi. Ir para o Gandaia é como permitir à sua criança
interior, aquela que você matou para ofertar uma versão mais socialmente
aceitável de si mesmo, um sopro da vida.
Quando eu vou, eu vou para as festas da Taylor Swift. Não consigo explicar, mas a gente tem uma ligação. Ela nasceu no dia 13, eu também. Ok, é só isso mesmo e talvez eu esteja forçando, mas sentir uma ligação com toda uma evolução musical que acompanha o seu crescimento é uma experiência única, muito diferente de descobrir ótimas músicas antigas. E o número 13 é o nosso número da sorte (talvez por isso a gente tem tanto azar).
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